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Foto: Le Monde Dipolmatique Brasil

A liderança do Brasil no G20 em 2024

Está acontecendo, nos dias 18 e 19 de novembro, a reunião de cúpula do G20, que reúne Chefes de Estado, ministros da Economia e presidentes de Bancos Centrais de 19 países, além da União Europeia e da União Africana. O grupo foi criado em 1999, em resposta a diversas crises econômicas, sendo o principal debatedor de questões financeiras globais. Com o tempo, suas discussões foram ampliadas para incluir temas como comércio, desenvolvimento sustentável, saúde, agricultura, energia, meio ambiente, mudanças climáticas e combate à corrupção. Todos esses assuntos impactam diretamente a vida das pessoas.

 

Pela primeira vez, o Brasil assumiu a presidência do G20 e, como anfitrião, definiu como prioridades para o debate a reforma da governança global, o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões (econômica, social e ambiental) e o combate à fome, à pobreza e à pobreza, às desigualdades. Entre as propostas apresentadas, destaca-se a criação de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, liderada pelo Brasil, sendo esta a primeira vez que o G20 propõe uma iniciativa diretamente voltada aos mais pobres.

 

Os países participantes, além da União Africana e da União Europeia, são:

  • África do Sul

  • Alemanha

  • Arábia Saudita

  • Argentina

  • Austrália

  • Brasil

  • Canadá

  • China

  • Coreia do Sul

  • Estados Unidos

  • França

  • Índia

  • Indonésia

  • Itália

  • Japão

  • México

  • Reino Unido

  • Rússia

  • Turquia

Esses países representam as 19 maiores economias mundiais. 

 

Uma das prioridades do encontro de 2024 será o desenvolvimento sustentável e a transição energética, temas considerados urgentes pelo Brasil para a construção de um futuro mais sustentável. Sob a presidência brasileira no G20, destaca-se a importância de uma transição energética justa, promovendo o desenvolvimento integrado nas dimensões econômicas, sociais e ambientais. Além disso, são esperadas discussões sobre iniciativas que abordem as mudanças climáticas, estimulem a bioeconomia e incentivem o uso de tecnologias limpas para transformar o modelo.

 

Outro ponto de atenção na cúpula é o fortalecimento das relações multilaterais e o avanço na reforma dos organismos internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU, para garantir uma representação mais equilibrada e democrática das nações em fóruns globais.

 

A liderança brasileira também busca promover ações concretas para reduzir as desigualdades sociais e econômicas, com especial atenção à erradicação da fome. A proposta da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é vista como um marco na história do G20, sinalizando um compromisso com os direitos humanos e a dignidade de sua privacidade

Texto: Ana Vitoria Gaspar da Silva

18/11/2024

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