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Foto: Arquivo pessoal

Futebol e superstição.

Somos um povo que, por tradição e cultura, demonstra grande entusiasmo quando se trata do time do coração ou da Seleção Brasileira. Isso faz com que inúmeras superstições e rituais surjam, como se eles fizessem total sentido para influenciar o resultado final de uma partida de futebol. Aqueles que vestem a camisa do seu time costumam criar rituais como usar sempre a mesma camisa, sentar no mesmo lugar ou repetir exatamente o que estavam fazendo na última vez em que o time foi campeão, uma tentativa que, na prática, não influencia o jogo. Há também os famosos “secadores”, que torcem contra e acreditam que sua implicância pode, de alguma forma, manipular o resultado da partida.

 

Não existe uma lógica racional para esse tipo de comportamento; é a emoção falando mais alto e reforçando a crença nos rituais. Quando o resultado é positivo, o ritual tende a ser repetido; quando é negativo, ele é ajustado ou substituído por um novo. Assim, a superstição se transforma em uma narrativa pessoal dentro de um evento coletivo.

 

No contexto brasileiro, essa relação é potencializada por uma cultura popular que historicamente valoriza crenças, simpatias e rituais, do futebol às festas religiosas, do cotidiano às grandes decisões. O futebol se torna um palco perfeito para essas práticas por ser imprevisível. Embora não exista qualquer evidência de que esses rituais alterem realmente o placar, eles cumprem uma função psicológica importante ao dar ao torcedor a sensação de participação ativa no jogo; mesmo longe do campo, ele sente que está “fazendo sua parte”. Assim, a superstição não muda o resultado da partida, mas interfere na forma como o torcedor vivencia o futebol.

Texto: Ana Vitoria Gaspar da Silva

16/12/2025

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