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Foto: internet

Da Exclusão à Inclusão: Combatendo o Racismo nas Cores de Maquiagem

Em 2017, Rihanna lançou a marca Fenty Beauty, que veio para revolucionar a indústria da beleza. A proposta da marca era inclusiva, com o lema “Beleza para todos”. Na época, o lançamento trouxe 40 tons de base, que hoje já são 50. Desde o século XX, quando a indústria da maquiagem começou a se desenvolver com a evolução da indústria química fina, a maquiagem tem se tornado mais acessível; porém, registros de seu uso remontam ao Egito Antigo, em 3100 aC, quando todos usavam pigmentos. 

Antes de 2017, não existiam bases que abrangiam a diversidade de tons de pele negra. Focando nos produtos nacionais, vemos que, principalmente nas revistas da Avon — muito populares nos anos 90 e 2000 — o tom mais escuro disponível era um médio claro. Hoje, blogueiras de maquiagem como Bianca Andrade e Karen Bachini têm ajudado a ampliar as opções de tons. Bianca, por exemplo, lançou uma linha de bases com 50 tons.

Hoje, é quase inadmissível que uma marca lance bases que não contenham uma cartela de cor variada, por isso a marca da Mariana Saad nem foi lançada e já foi cancelada. Marina é uma YouTuber de maquiagem, que já teve uma parceria com a Océane, não sendo, uma pessoa que não conhece a indústria. Agora com a sua própria marca, a “Mascavo” foi lançada com quatro tipos de contornos, três tons de blush e de iluminador, dois tons de bronze e nenhum desses tons chega perto das peles negras, principalmente retintas. 


Argumentos como “não é o público-alvo da marca” ou “se não tem o seu tom, não compre” são tão racistas quanto a escolha da marca de não criar produtos inclusivos. A marca promove a brasilidade, mas ignora 55,5% da população brasileira, segundo o IBGE. 

Além disso, a ausência de produtos inclusivos impacta o mercado e perpetua um ciclo de exclusão, dificultando o acesso de pessoas negras a produtos de qualidade que valorizam suas características naturais. Em um cenário global onde marcas de beleza, como a Fenty Beauty, estabelecem novos padrões de inclusão e diversidade, as empresas que ainda optam por uma cartela limitada estão, na verdade, demonstrando uma desconexão com as demandas do mercado.

Texto: Ana Vitoria Gaspar da Silva

04/11/2024

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